quinta-feira, 23 de julho de 2015

“Se procurar bem você acaba encontrando. Não a explicação (duvidosa) da vida, / Mas a poesia (inexplicável) da vida.

Desta vida

é desta vida que falo...
de tudo que me incomoda
destes comportamentos chulos
das máscaras, das hipocrisias
dos medos...do pavor de ser quem é
deste modo complicado
da ignorância ante o óbvio
do ter mais que ser
do não saber - fingir que não sabe
dos espíritos pobres
da pobreza de espírito
deste caminho vão...
é desta vida que falo
não é de outra.
JL

terça-feira, 5 de agosto de 2014

AUSÊNCIA



Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

Carlos D Andrade



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O beijo que é só nosso

O beijo que é só nosso. O abraço, o afago, o carinho se perdem em nossos encontros. A atração, o desejo, o prazer e a cumplicidade podem se transformar em nossa rotina. A carne virou corpo e o corpo virou alma, e tudo que era antes uma linha tênue (primos) agora não tem limite, tudo é conveniente e consentido, não há desculpa, distância intransponível, cansaço do mundo, nenhuma dissimulação covarde. 

Um fio de luz do poente entrou em nosso calabouço subterrâneo, onde as sombras do que fomos estão mescladas com as sombras do que não somos ou do que desejamos ser, e podemos. A luz iluminou nosso desejo de ver e ser. 
Reconhecemos as igualdades das diferenças como nos ponteiros do relógio: duas hastes que só funcionam girando no mesmo sentido, solidariamente.
Achamos nosso viço, nossa bossa, nosso estilo, nossa ginga, nosso timming e nosso time, ganhamos a posse de cada um (você tem a minha). Éramos invisíveis, viramos sensíveis. Éramos atores, viramos personagens. Éramos alegoria viramos enredo. Éramos só uma roleta russa, nos tornamos um desafio. Éramos pedreiros do passado, nos tornamos arquitetos do destino. Agora craques, poderemos viciar no jogo de querer um ao outro. 
Está em nossas mãos o pátrio poder de querer amar e ter amor.
JackLigeiro

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Livre

Poucas coisas de fato me tocam, mas há as que conseguem me hipnotizar. E me pego perguntando o porquê? Logicando, coisificando, analisando... Como se eu precisasse entender que mal é esse que me rouba a serenidade...
Desde já me calo, não ouso estragar meu encanto, pela minha estúpida necessidade de entender o porquê. Razão tola! Deixe-me ser livre! JLIGEIRO

THÉO

A vida que um alguém tirou do THÉO é a mesma que se encarregará da má sorte (azar) no qual este covarde se banhará. Compartilho do seu sentimento Amiga Christiane Esteves e Verônica Angélica Dias Figueiredo, não tenho palavras para expressar a tristeza... THÉO fica na nossa lembrança e coração.



All in


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Rubem Fonseca - Secreções, Excreções e Desatinos


Leonardo Da Vinci

"Muitas vezes, quando vejo alguns homens pegar um livro temo que, como o macaco o levem ao nariz ou perguntem se é coisa que se coma.

A inteligência que foi dada ao homem, é um bem incomparável.
E, no entanto, muitos homens nada mais podem ser chamados do que trânsito de alimento e produtores de esterco.
Porque deles no mundo, nada mais que privadas cheias, permanece."
Leonardo Da Vinci

(no prefácio do livro de Anatomia de Leonardo Da Vinci)



domingo, 16 de junho de 2013

sábado, 15 de junho de 2013

Vivo em mim

 "....Que ele não saia até sentir que está vivo em mim. Apenas em mim, afundado em mim...Que morreria se tivesse que sair de mim. De mim. Não até que tenha soltado tudo que tem e dado a mim. A mim...a mim.."
Você- você, não outro alguém , não qualquer um, símile ou semelhante . É pessoal . Faz sentido ser você. Ele único. Ela singela.
Seu olhar, um toque simples, uma pergunta boba, e somos donos do mundo.
O amor decantado é sutil como dedilhar de um teclado..."

domingo, 2 de junho de 2013

Amor e Inocência e escritora Jane Austen



Amor e Inocência e escritora Jane Austen
                  Esse filme é encantador. Comparando as doces palavras que existem nos romances dessa escritora, sabemos que estamos sendo bem tratados. Em meio a tanta grosseria da pós-modernidade, vemos nessa nostalgia algo que revela também o que se tornaram nossos relacionamentos. E que figurino, e que fotografia! Observando as obras de arte do outro filme, Razão e Sensibilidade, compreendemos em que nível chega a arte humana, a arte de viver e buscar a felicidade. Claro que ao tempo de Jane as moças eram criadas para casarem, para procurarem um homem rico. Ela, pelo contrário, defendeu o amor pelo que é, não por aspectos mercadológicos.
            Na atual obra adaptada do romance, vemos que ela se apaixona ou quase, por um estudante de Direito, mas pobre. Ocorre que ele consegue superar essa condição e após encontros e desencontros com Jane, por fim pensam em fugir, em viver e compreender esse amor. Mas as regras sociais são maiores, e não dá certo. Jane fica sozinha e escreve muitos livros. Parece minha biografia de juventude. Por isso me identifico com esses filmes, porque cada tempo arruma suas desculpas para caluniar as pessoas, seja pelos seus modos, por seus desejos, por seus planos e sonhos.
            E uma mulher inteligente, muito inteligente. Lembra um tanto a escritora Clarice Lispector. Hoje temos uma Hilda Hilst, no mesmo nível ou superior. Acho que a cada tempo vemos uma transgressão, e tanto na literatura, quanto no cinema, essa transgressão é que garante a novidade. Para tanto, cada momento devemos dizer não a clichês a afirmativa fatal: “deve ser assim”. Jane achou que o amor seria por si mesmo, não para casamento com fim econômico e interesseiro. E também revelou todos os traços do seu tempo, todos os tipos e quando muito avançava a questões políticas e filosóficas.
            Mas nos bastidores e comentários ao filme, vemos os costumes sociais da época e as várias regras de etiqueta. Hoje etiqueta é tratada de frescura. Mas nos resta compreender do porque todas aquelas festas e danças para a corte, para a conquista e noivado. O namoro nem perto era o que acontece nos dias atuais. Por exemplo, uma moça nunca poderia andar sozinha com um rapaz. Ou ao entrar em uma sala onde estava o rapaz, esse devia ficar de pé e cumprimentar. Nem que a dama fosse pobre e o cavalheiro rico, mesmo assim as regras existiam. O respeito existia. Mas o amor se unia a inocência e a razão à sensibilidade. Não havia esses extremos que vemos nas paixões hodiernas, ficadas, lances e baladas. Mas Jane ficou só e restou sua arte feita com amor, na mais rica sublimação. Pois também eu sempre achei meus livros como meus filhos. Um filme que identifica-nos, escritores.
http://filmesefilosofia.blogspot.com.br/2013/02/amor-e-inocencia-e-escritora-jane-austen.html#comment-form

Tu és

Não é o outro que diz que tu és alguma coisa ou alguém.
Se você quer ser feliz, ter uma boa aventura com a vida, você deve na verdade se entregar às possibilidades, não querer nada, se ficar esperando muito pode não acontecer nada.

Etiqueta

Se você não consegue ter ética pelo menos tenha etiqueta.


sábado, 1 de junho de 2013

Madame Bovary

" Madame Bovary é uma história que nos dá uma aviso...nossos anseios podem ser nossa desgraça, precisamos escolher com cuidado nossos sonhos."

Livros “Guia Politicamente Incorreto da Filosofia”

“Guia Politicamente Incorreto da Filosofia” não é um livro sobre a história da filosofia, mas sim um ensaio sobre a filosofia do cotidiano. Luiz Felipe Pondé - 1 - Theodore Darlymple; 2 - Nelson Rodrigues; 3 - Dostoiévski; 4 - Sêneca; 5 - V.S. Naipaul; 6 - Darwin; 7 - Platão; 8 - Nietzsche; 9 - Shakespeare; 10 - Aristóteles; 11 - Tocqueville; 12 - Pondé; 13 - Maquiavel; 14 - Edmund Burke; 15 - Any Rand  http://www.youtube.com/watch?v=az4bmJ3f_

O Amante da Rainha (filme)


"Além de belas pernas e belos seios, a delícia de partilhar inquietações filosóficas com uma mulher que amamos pode ser uma das maiores formas de amor romântico que existe. Infeliz aquele que não sabe disso."

Assista aqui: http://brisas-filmes.blogspot.com.br/2013/04/o-amante-da-rainha-dublado-assistir.html

Crítica: http://blogs.estadao.com.br/luiz-zanin/o-amante-da-rainha/

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A negação da morte

A negação da morte

"Os homens são tão necessariamente loucos que não ser louco seria uma outra forma de loucura. Necessariamente porque o dualismo existencial torna sua situação impossível, um dilema torturante. Louco porque tudo o que o homem faz em seu mundo simbólico é procurar negar e superar sua sorte grotesca. Literalmente entrega-se a um esquecimento cego através de jogos sociais, truques psicológicos, preocupações pessoais tão distantes da realidade de sua condição que são formas de loucura- loucura assumida, loucura compartilhada, loucura disfarçada e dignificada, mas de qualquer maneira loucura."
(A negação da morte - Ernest Becker)

domingo, 26 de maio de 2013

Ódio

 "Ser cruel às vezes é necessário, ÓDIO ÀS VEZES É O AFETO JUSTO." "Algumas pessoas não dá pra vc amar" As Sombras do humano – Luiz Felipe Pondé | cpfl cultura: http://t.co/OI5OviP3cE... "O ódio não é irracional. Em determinadas situações, ele pode ser o “justo afeto”: famílias destruidoras, pais indiferentes, filhos egoístas, cônjuges infiéis, governos cruéis, religiões fundamentalistas, profissões insuportáveis. Filosofia, psicanálise e darwinismo se encontram na mesma indagação: o amor as vezes pode fazer mal? Olhar para as razões do ódio pode ser o melhor remédio contra o amor à mentira, a nova hipocrisia contemporânea. A questão de fundo a ser enfrentada é: quando amar seria um erro?"

domingo, 19 de maio de 2013

Tempo

"O tempo ensina tudo para quem vive eternamente, mas não tenho o luxo da eternidade. Contudo, dentro do tempo que me foi concedido, devo praticar a paciência, pois a Natureza jamais age apressadamente. Para criar a oliveira, rainha de todas as árvores, cem anos são necessários. Em nove semanas a cebola já está velha. Eu tenho vivido como uma cebola. Isto não me agrada. Agora, desejo tornar-me a maior das oliveiras e, em verdade, o maior dos vendedores."

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Emoções

“Não gostar de emoções negativas é tão útil quanto não gostar de inverno.
O inverno virá você querendo ou não, assim como as emoções. 
Melhor do que gostar ou não gostar é saber lidar com elas”

Filosofia do Sucesso


segunda-feira, 13 de maio de 2013

...


CONQUISTE UM OBJETIVO E SE FAÇA FELIZ!!! se faça feliz!

Filosofia do Sucesso


Se você pensa que é um derrotado,
você será derrotado.
Se não pensar “quero a qualquer custo!”
Não conseguirá nada.
Mesmo que você queira vencer,
mas pensa que não vai conseguir,
a vitória não sorrirá para você.

Se você fizer as coisas pela metade,
você será fracassado.
Nós descobrimos neste mundo
que o sucesso começa pela intenção da gente
e tudo se determina pelo nosso espírito.

Se você pensa que é um malogrado,
você se torna como tal.
Se almeja atingir uma posição mais elevada,
deve, antes de obter a vitória,
dotar-se da convicção de que
conseguirá infalivelmente.

A luta pela vida nem sempre é vantajosa
aos fortes nem aos espertos.
Mais cedo ou mais tarde, quem cativa a vitória
é aquele que crê plenamente
Eu conseguirei!
Napoleon Hill

terça-feira, 30 de abril de 2013

Prazer

Se escolheres o prazer, conscientiza-te que atrás dele há alguém que só te trará atribulações e arrependimento.
Leonardo da Vinci

domingo, 28 de abril de 2013

Mulher Mãe


A Mulher Mãe é um complexo ser...de Vidro.
E como todo vidro, é feito de Areia, Água e Sopro de Ar.
Um vidro que foi se tornando cada vez mais forte e resistente.  
Quase um vidro blindado. Sem deixar de ser vidro.
Ao mesmo tempo forte como aço, e frágil como cristal.
Um vidro de finos relevos, como desenhos bordados em sua superfície, que nem sempre podem ser vistos nem revelados, porque são divinos. A própria escrita de Deus, que a Mulher ganha, quando vira Mãe.
É assim um vidro transparente, de translúcida luz interna multicolorida: é um  vidro de perfume, de remédio e de alimento.
Um vidro onde cabe tudo lá dentro, às vezes sem ter recebido nada.
Um vidro cujo conteúdo se leva para sempre e quanto mais dele lá se pega, mais ele tem.
Um vidro que se abre a qualquer hora e nunca se fecha, mesmo quando o vidro dos olhos se fecha para sempre.
Em maio, esse vidro será um espelho.
Refletirá , como nunca, o brilho de sorrisos dos filhos e filhas da Mulher Mãe, que verá no seu próprio reflexo de vida, e da sua vida, sua própria concessão de Vida. E, mais uma vez, agradecerá por ter sido vidro.
Portanto, meninas, Mulheres Mães, brilhem muito neste mês (sempre).
Compartilhado a própria essência:  a areia (o chão firme e fértil) a água (porto seguro onde sempre se pode ancorar pra navegar melhor depois) e o sopro de ar (que aquece no frio e refresca no calor), a lição de vida.
Eu, Filha, Menina, Mulher Mãe
JL

Uso

Lá somos utensílios?
Quem usa quem?
O que leva uma pessoa dizer que não tem interesse em alguém usado?
Há quem venha zero de fabrica, embalado pra presente e com garantia?
Usamos o semelhante, o igual?
Não
Não uso, não usei...
Fomos, somos quando estamos...

JL

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Que tudo

Liberta-se! 
Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; 
E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. 
João 8:31,32

Eu

Devoradora de livros 
Compulsiva por amor
Multifacetada em prosa 
Viciada em verso 
Sou uma 
Sou eu
JL