sábado, 30 de janeiro de 2010

Última postagem



Penúltimo dia do mês

Que ano é esse?

A que veio?

O outro também,

Saiu sem mostrar a que veio

Melhor não escrever,

não saber,

sumir, deixar de sentir,

morrer.

Ponto final!

BAGAGEM - ADÉLIA PRADO


Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade da alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

domingo, 24 de janeiro de 2010

Thalma de Freitas
Composição: Kassin

Tranqüila
Levo a vida tranqüila
Não tenho medo do mundo
Não vou me preocupar
Tranqüila
Levo a vida tranqüila
Não tenho medo da morte
Não vou me preocupar
Que passe por mim a doença
Que passe por mim a pobreza
Que passe por mim a maldade, a mentira e a falta de crença
Que passe por mim olho grande
Que passe por mim a má sorte
Que passe por mim a inveja, a discórdia e a ignorância
Tranqüila
Levo a vida tranqüila
Que me passe
A doença que me passe
A pobreza que me passe
A maldade que me passe
Olho grande que me passe
A má sorte que me passe
A inveja que me passe
A tristeza da guerra
Tranqüila
Levo a vida tranqüila

Assim é muito mais fácil!


Gostar do moderno sem deixar de gostar do clássico, ser eclética, gostar de tudo que é bom sem preconceito, ser criativa, sensível, romântica sem ser piegas ou se permitir se um pouco piegas quando romântica. Viver apaixonada...estimular os sonhos!
Beleza é importante, mas precisa vir de dentro, sem conteúdo nada adianta. Querer compartilhar, mas ser bem seletiva, nada óbvio, sensual sem precisar ser vulgar e quando ser sensual ser pra quem mereça.
Se soltar, fechar os olhos e viver intensamente o que vier de forma natural espontânea e com leveza e despojamento. Cometer erros, sim, por que não? Algo para me lembrar que estou viva e feliz por ser alguém especial, diferenciada. Querer encontrar pessoas, amigos, amores para vida toda e não encontros superficiais, folgazes, banais.... Envelhecer junto. Ter alguém parar rir de tudo, alegrias e tristezas. Transformando tudo em bons momentos. Acreditar que relacionamentos são uma construção mútua, por isto as pessoas tem que estarem de bem com elas mesmos emocionalmente (fundamental maturidade e equilíbrio emocional) para ter algo de bom para compartilhar.
Acreditar em valores básicos como respeito, verdade, fidelidade, ética, compaixão e vontade de fazer e gerar o “bem” aos outros, generosidade, independente da religião. Afinal como nos relacionamos com o mundo é como vamos nos relacionar com quem vamos ter uma família, como vamos ensinar a nossos filhos, como vamos amar as pessoas.
Prezar a liberdade com respeito. Saber olhar nos olhos...Assim é muito mais fácil!

®Quitéria di Genaro JL

Solitude ou Solidão? A escolha é sempre nossa!

Quando está sozinho, não está realmente só, está simplesmente solitário, e há uma grande diferença entre a solidão e a solitude. Quando sente a solidão, fica a pensar no outro, sente a falta dele. A solidão é um estado de espírito negativo. Sente que seria melhor se o outro estivesse ali (o seu amigo, a sua esposa, a sua mãe, a pessoa amada...) A solitude é a presença de si mesmo. A solitude é muito positiva, é uma presença, transbordante. Sente-se tão pleno de vida que pode preencher o universo inteiro com a sua presença, e não há nenhuma necessidade de ninguém.
Quando não existe "alguém significativo" na nossa vida, podemos sentirmo-nos solitários, como podemos desfrutar da liberdade que a solidão nos traz. Quando não encontramos apoio nos outros para as nossas verdades sentidas profundamente, podemos sentirmo-nos isolados e amargurados, ou então celebrar o facto de que o nosso modo de ver as coisas é seguro bastante, até para sobreviver à poderosa necessidade humana de aprovação da família, dos amigos...
Se se encontra numa situação destas, neste momento, tome consciência de encarar o seu "estar só", e assuma a responsabilidade pela escolha que fez. A figura humilde desta carta brilha com uma luz que emana do seu interior. Uma das contribuições mais significativas de Buda para a vida espiritual da humanidade foi insistir junto a seus discípulos: "Seja uma luz de você mesmo". Afinal de contas, cada um de nós deve desenvolver em si a capacidade de abrir o seu próprio caminho através da escuridão, sem quaisquer companheiros, mapas ou guia.
Osho The Discipline of Transcendence, V. 1 Chapter 2

Reflexões forçadas após as perdas...


Por Jacqueline Ligeiro
*Jacques Ligeiro *in memória
Perdemos todos os dias.Talvez perdermos porque não sabemos ter, nem sabemos que temos ou o que temos. Simplesmente assim, num último suspiro perdemos.
Perdemos um grande amor, um grande amigo, um pai, um irmão, um filho ou perdemos a nós mesmos. Bom é saber que ninguém perde aquilo que nunca teve então se perdemos é por que algo ou alguém já nos pertenceu em um determinado momento.
Mas também ninguém é de ninguém e nada dura para sempre, então pergunto: qual o sentido de ter? Sentimos muito as perdas, sentimos saudades, sentimos falta até do que nunca tivemos. Sinto muito! Sinto muito agora porque perdi alguém. Alguém que nunca tive ao meu lado, mas sua genética, seu DNA assim melhor dizendo, seu sangue corre em minhas veias,
levando oxigênio para meu cérebro poder comandar todo meu organismo, pra meu pulmão se encher e eu poder respirar e meu coração bombear esse sangue (que é de alguém que nunca foi meu) e assim me fazer ser viva, ser alguém que é de alguém ou significa algo para alguém. Percebe a ironia? Será mesmo que perdi? Será que sou? Ou que ainda vou ter?
Ouvindo minha canção predileta, me perguntei: qual era a canção predileta dele? Qual era a marca do maldito cigarro que ele fumava? E não encontrei as respostas. Nem dele que já se foi, nem de alguém que ainda esteja comigo. Qual a música que seu melhor amigo gosta? Sabe a música que eu mais gosto? Se sim ou se não, for sua resposta, não importa agora.
A cada dia matamos a canção de alguém em nossos esquecimentos. Todos os dias nos esquecemos do aniversário de alguém que dizemos ser nosso isso ou aquilo. Todos os dias nós nos esquecemos de dar bom dia ao padeiro ou boa noite aos nossos filhos. Não importa nada agora, ele se foi e na palavra milenar escrita diz assim: "Pois os vivos sabem que morrerão, mas OS MORTOS NADA SABEM". Eclesiastes 9:5. Então o que realmente interessa? Qual a música que ele mais gostava, qual a marca do maldito cigarro que ele fumava? Isso já não é mais digno de apreço!
Te digo com o coração partido por cometer os mesmos erros todos os dias, que o que é essencial é a música que esta tocando agora (posso ouvi-la com quem estiver do meu lado)
é o cigarro que posso ou não fumar, mas tenho a escolha. O importante é o vivo, o presente que é um presente.
O importante sou eu e você aqui e agora, não a cor da moda, o carro do ano ou o bairro onde moramos. O que realmente vale é saber que ser gente é olhar ao redor, ver, não virar a face e ignorar a existência do outro. Nos habituados a não enxergar o mundo ao nosso redor, o mundo não está na foto. Só olhamos para nos mesmos quando a foto é revelada e mesmo assim só procuramos os defeitos, nossos próprios defeitos. Precisamos nos reconhecer, conhecer os próprios limites e transferir o bastão da corrida no momento certo, dividir, somar, conceber, amadurecer ao lado dos vivos, não chorar apenas nossos mortos, chorar também com e pelos vivos. Porque ao que me consta os mortos não ouvem canções e nem tão pouco querem dar um trago.
_Olha pra mim! Vê? Estou aqui viva, enquanto respiramos, olha prá mim!
No mais, quando eu me for, se for de seu interesse, lembrará da minha canção predileta:
COMO EU QUERO (Kid Abelha). Alias essa é a única música que tentei aprender a tocar no violão quando eu tinha 15 anos de idade. Mas agora, sem meu pai, essa música tocou como se me perguntando o que eu realmente quero.
Quantos mais eu terei que perder para aprender quais são as verdadeiras canções que embalam a dança de nossa vida?
O mais engraçado é que com o tempo e as perdas descobrir que quando morremos tudo continua, que ninguém nos faz falta e não faremos também, que as canções serão sempre tocadas. Sendo assim: Quer dançar comigo? Ou se preferir eu canto e você dança, tanto faz o importante que seja agora, nesse exato momento, porque nos sabemos vivos,
Amanhã não se sabe ou daqui à um átimo de segundo talvez seja jamais.
Adeus meu Pai! Sei que ele gostava de pescar, mas nunca fui pescar com ele!!! 
JackLigeiro 30/03/2009

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Aos Haitianos (Porque jamais somos capazes de sentir como o outro sente.)


Você sabe ou você sente?
Arthur da Távola


Você já reparou o quanto as pessoas falam dos outros?

Falam de tudo.

Da moral, do comportamento, dos sentimentos,

das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros,

das criancices, ranzinzices, chatices, mesmices,

grandezas, feitos, espantos.

Sobretudo falam do comportamento.

E falam porque supõem saber.

Mas não sabem.

Porque jamais foram capazes de sentir

como o outro sente.

Se sentissem não falariam.

Só pode falar da dor de perder um filho,

um pai que já perdeu, ou a mãe já ferida

por tal amputação de vida.

Dou esse exemplo extremo porque ele ilustra melhor.

As pessoas falam da reação das outras

e do comportamento delas quase sempre

sem jamais terem sentido o que elas sentiram.

Mas sentir o que o outro sente

não significa sentir por ele.

Isso é masoquismo.

Significa perceber o que ele sente

e ser suficientemente forte para ajudá-lo

exatamente pela capacidade de não se contaminar

com o que o machucou.

Se nos deixarmos contaminar (fecundar?)

pelo sentimento que o outro está sentindo,

como teremos forças para ajudá-lo?

Só quem já foi capaz de sentir

os muitos sentimentos do mundo

é capaz de saber algo sobre as outras pessoas

e aceitá-las, com tolerância.

Sentir os muitos sentimentos do mundo

não é ser uma caixa de sofrimentos.

Isso é ser infeliz.

Sentir os muitos sentimentos do mundo

é abrir-se a qualquer forma de sentimento.

É analisá-los interiormente,

deixar todos os sentimentos de que somos dotados

fluir sem barreiras, sem medos,

os maus, os bons, os pérfidos, os sórdidos, os baixos,

os elevados, os mais puros, os melhores, os santos.

Só quem deixou fluir sem barreiras, medos e defesas

todos os próprios sentimentos, pode sabê-los,

de senti-los no próximo.

Espere florescer a árvore do próprio sentimento.

Vivendo, aceitando as podas da realidade

e se possível fecundando.

A verdade é que só sabemos o que já sentimos.

Podemos intuir, perceber, atinar;

podemos até, conhecer.

Mas saber jamais.

Só se sabe aquilo que já se sentiu.

Alguém falou de mim...




Eu nunca fui uma moça bem-comportada.
Pudera, nunca tive vocação pra alegria tímida,pra paixão sem orgasmos múltiplos ou pro amor mal resolvido sem soluços.
Eu quero da vida o que ela tem de cru e de belo.Não estou aqui pra que gostem de mim.Estou aqui pra aprender a gostar de cada detalhe que tenho.E pra seduzir somente o que me acrescenta.
Adoro a poesia e gosto de descascá-la até a fratura exposta da palavra.
A palavra é meu inferno e minha paz.
Sou dramática, intensa, transitória e tenho uma alegria em mim que me deixa exausta.
Eu sei sorrir com os olhos e gargalhar com o corpo todo.
Sei chorar toda encolhida abraçando as pernas.
Por isso, não me venha com meios-termos,com mais ou menos ou qualquer coisa.Venha a mim com corpo, alma, vísceras, tripas e falta de ar…
Eu acredito é em suspiros,mãos massageando o peito ofegante de saudades intermináveis,em alegrias explosivas, em olhares faiscantes,em sorrisos com os olhos, em abraços que trazem pra vida da gente.
Acredito em coisas sinceramente compartilhadas.
Em gente que fala tocando no outro, de alguma forma,no toque mesmo, na voz, ou no conteúdo.
Eu acredito em profundidades.
E tenho medo de altura, mas não evito meus abismos.
São eles que me dão a dimensão do que sou."
Maria de Queiroz |

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Só por viver


Viver só por viver.
Ser feliz sem ser.
Saber do tudo quase nada.
Ver como quem fala e não ouve,
E se fala, ninguém ouve...e fala!
Agoniada!Deita-se nas noites,
perde-se nas madrugadas
Escreve pra ninguém ler...
A vida que deveras vive,
Não é essa que retrata,
Vida triste, camuflada.
Nenhum teatro resiste...
Essa vida amargurada...desiste!

Quitéria di Genaro JL

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Desejos...

Eu quero ver o mundo de outro lugar!
Avistar as ruas, as esquinas, as ladeiras,
Os lares, os amores, as canseiras ...

Eu quero ver o mar mais brando
O Luar se aconchegando, deitando
Sobre as ondas para como barco navegar...

Com clarão da Lua e brilho estrelar,
Avistar de longe meu sonho naufragar
e indiferente não me frustrar...

Quero sossegar meu coração,
deitá-lo sobre a fina e fria areia,
Maré alta esperar! Vem mar revolto me buscar?
Por fim e pra bem longe me levar...

Quitéria di Genaro JL

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Ser Só...

Não sou como todos
Não tenho muitos amigos
Não sou favorita
Não sou o que meus pais queriam
Não tenho alguém que ame
Mas tenho somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só...

Releitura
Quitéria di Genaro JL®

Espera


Não me atormenta mais, amor, essa sua indiferença,

Esse seu olhar cortante como a lâmina de um metal frio

Cravado no meu peito provocando tormento e agonia.


Meus sentimentos incompreendidos,

São impelidos cruelmente para a morte!

Eu vivo para amar, amar incondicionalmente!

O amor vivo em mim é algo que ninguém entende.


Não sou como todas, sou feliz sem ser...

Sou a que vive no abandono e ninguém vê.

Não tenho quem me ame, só tenho a mim

Mas na verdade sou quem sonhas para o porvir.


Quitéria di Genaro JL®